Se o ente tomar o caminho
O que será do ser sozinho
E o Noca
Parece até que choca
Com seu poetar de broca
E, enfim
É mesmo assim
A poesia de mim
Nada também existe. Se não existisse, nada dele perceberíamos. Algo e nada existem em conjunto. Se um deixa de ser, com o outro ocorre o mesmo. Já imaginei um lugar onde, pela primeira vez, todo algo extinguiu-se completamente. Por isto, a tal região perdeu algo e ficou sem nada. Esta reflexão não é cabível em qualquer modelo paradoxal.
Fico imaginando se eu tivesse dois irmãos trigêmeos. Um teria o nome Edésio, sendo objetivo e falante. Outro chamar-se-ia Gildésio, e seria portador de um temperamento subjetivo, de poucas palavras. Já o terceiro, eu, Rodésio, seria distraído e romântico. Viu, quem manda gostar de arte e poesia?
Vento se faz desatento
Embora saiba que é vento
Tem vento que'é de momento
Por isto segue outro vento
Vento que sopra tão lento
Não tem reconhecimento
Pois se não for grande vento
Não vai ventar cem por cento