sábado, 5 de setembro de 2026

SER "DO ENTE"


Se o ente tomar o caminho

O  que  será do ser sozinho

CÉU E CHÃO

 

O céu não recua

Acaso de casa

Não dá certeza de rua

BROCA POÉTICA

 

E o Noca

Parece até que choca

Com seu poetar de broca


E, enfim

É mesmo assim

A poesia de mim

ALGO, ANTIGÊMEO DE NADA

 

Nada também existe. Se não existisse, nada dele perceberíamos.  Algo e nada existem em conjunto. Se um deixa de ser, com o outro ocorre o mesmo. Já imaginei um lugar onde, pela primeira vez, todo algo extinguiu-se completamente. Por isto, a tal região perdeu algo e ficou sem nada. Esta reflexão não é cabível em qualquer modelo paradoxal.